TikTok é processado por funcionária que diz ter sofrido trauma com moderação de conteúdo

Comentários · 385 Visualizações

Terceirizada que revisa denúncias de usuários da rede social alega que foi exposta a vídeos perturbadores. Empresa diz que se esforça para promover ambiente de cuidado para colaboradores.

TikTok e sua controladora, ByteDance, estão sendo processados nos Estados Unidos por uma funcionária terceirizada que trabalha como moderadora de conteúdo. Ela afirma que a análise de vídeos denunciados por usuários lhe causou transtorno de estresse pós-traumático.

 

O processo foi aberto na última quinta-feira (23) por Candie Frazier, contratada da Telus Internacional, uma empresa que presta serviços para o TikTok. Segundo a "NBC News", o objetivo é que o caso se torne base para uma ação coletiva.

O advogado de Frazier, Steve Williams, disse que o trabalho expôs a funcionária a vídeos que incluem abuso sexual infantil, estupro, suicídio, assassinato, entre outros. Ela também teria se sujeitado a teorias da conspiração, distorção de fatos históricos e desinformação política.

 

 

Frazier faz parte de uma equipe de funcionários responsável por avaliar se um conteúdo sinalizado por usuários viola os termos de uso do TikTok e precisa ser excluído.

 

A ação aponta que o transtorno de estresse pós-traumático foi "resultado da exposição constante e absoluta a imagens altamente tóxicas e extremamente perturbadoras no local de trabalho".

 

O documento também alega que o TikTok não informou que a tarefa pode ter um impacto na saúde mental dos moderadores de conteúdo.

Uma vaga de trabalho anunciada pela Telus Internacional adianta que a rotina pode incluir conteúdos perturbadores e inclui "gerenciamento de estresse" como um dos requisitos.

A empresa não foi processada, mas afirmou à "NBC News" que tem um programa de "resiliência e saúde mental" para apoiar funcionários e que Frazier nunca usou canais internos para se manifestar.

A funcionária pede que os turnos dos moderadores sejam limitados em até quatro horas – em vez das 12 horas feitas atualmente – e mudanças para tornar vídeos menos perturbadores aos moderadores.

TikTok afirmou ao g1 que, apesar de não comentar sobre processos em andamento, se esforça para promover "um ambiente de trabalho de cuidado para nossos funcionários e terceirizados".

 

"Nossa equipe de segurança tem parceria com empresas terceirizadas para importante trabalho de ajudar a proteger a plataforma e a comunidade do TikTok, e continuamos a expandir uma gama de serviços de bem-estar para que os moderadores se sintam apoiados mental e emocionalmente", disse a rede social.

Comentários